Curiosidades
Beijamin Franklin e a experiêcia com Pipas
Nomes das pipas pelo Brasil e pelo Mundo

Dicas de Segurança
Aqui vai algumas dicas de Segunrança para que você possa empinar sua pipa
sem o perigo de acidentes!!!

Oração dos Pipeiros
Senhor, acalmai os ventos.
Tornai nosso céu azul.
Abençoai nossas pipas e papagaios,
para que sejam lançadas com muita paz e segurança.
Senhor, iluminai nossas almas,
para que dela flua uma beleza sincera e harmoniosa.
Senhor, tú és soberano,
dai-nos a sabedoria divina para transformar nossos sonhos em realidade.

Origem, Lendas e Mitos
A historia da pipa é recheada de mistérios, lendas, símbolos e mitos, mas principalmente de muita magia, beleza e encantamento.
Tudo deve ter começado quando o homem primitivo se deu conta da sua limitação diante da capacidade de voar dos pássaros.
Essa frustração foi o mote pra ele desse asas à imaginação.
O primeiro vôo do homem esta registrado na mitologia grega, e conta que Ícaro e seu pai, Dédalo, aprisionados no labirinto de Creta pelo rei Minos, tentaram alcançar a liberdade voando.
Construíram asas com cera e penas e conseguiram escapar.
Apesar das recomendações do pai e embevecido pela possibilidade de dominar os ventos, Ícaro negligenciou a prudência e chegou muito perto do sol, que derreteu a cera das asas e precipitou-o ao mar, matando-o.
De qualquer forma, o homem não parou por ai.
Mesmo levando em conta o estranho acidente da lenda de Ícaro, ele continuou a ousar, desafiando a natureza com sua imaginação.
As pipas nasceram dessa tentativa frustrada de voar, quando o homem transferiu para um artefato de varetas, papel, cola e linha sua vontade intrínseca de planar, de alçar vôo da terra firme.
Teorias, lendas e suposições tendem a demonstrar que o primeiro vôo de uma pipa ocorreu em tempos e em varias civilizações diferentes, mas com toda certeza, a data aproximada gira em torno de 200 anos Antes de Cristo.
O local: China.
No Egito, hieróglifos antigos já relatavam objetos que voavam controlados por fios.
Os fenícios também conheciam seus segredos, assim como os africanos, hindus e polinésios. Até o grande navegador Marco Pólo (1254-1324) explorou-lhe as potencialidades, embora levado por motivos menos lúdicos.
Conta-se que em suas andanças pela China, ao ver-se encurralado por inimigos locais, fez voar uma pipa carregada com fogos de artifício presos de cabeça para baixo, que explodiram no ar em direção à terra, provocando o primeiro bombardeio aéreo da historia da humanidade.
Nos países orientais, foi e continua sendo grande a utilização das pipas com motivos religiosos e místicos, como atrativos de felicidade, sorte, nascimento, fertilidade e vitória.
Exemplos disso são as pipas com pintura de dragões, que atraem a prosperidade; tartarugas (longa vida); corujas (sabedoria); e assim por diante.
Outros símbolos afastam maus espíritos, trazem esperança, ajudam na pesca abundante, e as pinturas com grandes carpas coloridas representam e atraem o desenvolvimento dos filhos.
Nesses aspectos místico-religiosos, continua sendo muito grande a utilização de pipas como oferenda aos deuses nos paises orientais.
Um dos quatro elementos fundamentais da civilização ocidental, o vento, no caso das pipas, passou rapidamente de inimigo a aliado, pois, com um domínio correto das suas correntes e velocidades, o homem conseguiu inteligentemente chegar perto do sonho de voar.
A história das pipas data de muitos séculos e se confunde com a própria historia da civilização, sendo utilizada como brinquedo, instrumento de defesa, arma, objeto artístico e de ornamentação.
Conhecida como quadrado, pipa, papagaio, pandorga, ou outros nomes, dependendo da região ou país, ela é uma velha conhecida de brincadeiras infantis.
E temos a obrigação de preservar sua beleza e simbologia, pois uma infância sem pipa certamente não é uma infância feliz.
As pipas adornam, disputam espaço, fazem acrobacias, mapeiam os céus. São extensão natural da mão, querendo tocar nossas ilusões.

Benjamin Franklin
Em 1752 na famosa experiencia do Para-Raio, de Benjamin Franklin
Ficou demonstada definitivamente a importancia das pipas na história da
Ciencia.
Prendendo uma chave ao fio da pipa, que empinou em um dia de tempestade,
a eletricidadedas nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado,
fato que levou a descoberta do para-raio.

PORQUE A PIPA SOBE?
O vento bate de frente com a vela, e estando a pipa na inclinação ideal (25º a 30º), a tendencia seria arrasta-la e tira-la de sua posição. Mas por causa da linha, o vento não pode arrasta-la. Como os estirantes mantem a pipa na posição inclinada, o vento bate e desvia para baixo, e a pipa sobe por reação, junto com a linha presa na mão do empinador.
Em suma, a subida da pipa se da devido ao escoamento do vento sobre suas asas, formando uma zona de baixa pressão em cima da pipa, fazendo com que ela suba. O que ela realiza na verdade é um vôo de baixa velocidade (3 a 40 Km/h).

Nomes Dados Às Pipas Pelo Mundo:
BRASIL
- Papagaio: em todo o territorio
- Quadrado e Papagaio: interior de São Paulo
- Quadrado, Papagaio e Pipa: São Paulo (Capital)
- Pipa: Rio de Janeiro
- Pandorga: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sul do Paraná
- Raia: Norte do Paraná até Curitiba
- Cafifa: Niterói
- Curica, Cangula, Casqueta, Chambeta e Pepeta: Norte
- Arraia, Morcego, Lebreque, Bebeu, Coruja, Tapioca, Sura, Bolachinha, Mosquitinho: Nordeste
OUTROS PAÌSES
- Cometa: Espanha, Uruguai, e outros países de lingua espanhola
- Barrilete: Argentina
- Kite: Inglaterra, Estados Unidos e outros países de lingua inglesa
- Cerf-volant: França e países de lingua francesa
- Volantin: Chile
- Drachen: Alemanha
- Aquilone: Italia
- Takô: Japão
- Shirosshi e Shiem: China
- Drak: Tcheco-eslovaquia (em Tcheco)
- Jarkam: Tcheco-eslovaquia (em Eslavo)
- Papalote: Mexico
- Papagaio: Portugal
- Tayara: Libano
- Aetos: Grecia
- Wau: Malasia e Indonésia
- Sarkany: Hungria
- Leijani: Finlandia
- Drakar: Suécia
- Didak: Bélgica
- Tchiang: Nepal
- Patang: India e Afeganistão
- Vozdouchnei-ziniei: Russia
- Chiriachirou: Sri Lanka
- Caidéu: Vietnã
- Yoah: Coréia
- Tairawakia: Irã, Iraque, Baren
- Stell: Barcelona (em catalão)
- Atok'er: Em idioma da civilização Maia.













